Dimanche 14 2025 décembre
4º Domingo do Advento – Ano A

Homilia do Padre Emmanuel Schwab

1a leitura: Isaías 7, 10-16
Salmo 23 (24), 1-2, 3-4ab, 5-6
2nd leitura: Romanos 1,1:7-XNUMX
Evangelho: Mateus 1,18-24

Nesta preparação final para o Natal, a Igreja nos convida a caminhar com a figura de José, sobre quem sabemos muito pouco. Sabemos que ele é descendente de Davi, e temos este Evangelho. Também o encontraremos novamente, embora sem ouvir nenhuma de suas palavras, no nascimento de Jesus, é claro, e depois quando Jesus tem 12 anos e permanece no Templo enquanto seus pais retornam a Nazaré. 

Sabemos que ele é um homem justo e devemos entender essa justiça de José como o fato de ele estar em harmonia com Deus, de buscar fazer a vontade de Deus, de buscar viver em comunhão com Deus. 

Ele não busca fazer a sua própria vontade, mas a vontade de Deus, pois isso é o que é certo. Precisamente por estar certo, ele quer se afastar de uma questão que está além do seu controle. Não há dúvida no coração de José sobre a integridade de Maria; portanto, deve haver algo maior que ele não compreende. 

Ele quer se retirar. E o Senhor vem encontrá-lo nessa estranha forma de sonho, no meio da noite: “Não tenha medo… não tenha medo de levar Maria para casa como sua esposa. Quando José acordou, fez o que o anjo do Senhor lhe havia ordenado: levou Maria para casa como sua esposa.”

Para que José pudesse acolher Jesus, ele precisava acolher Maria porque A criança concebida nela provém do Espírito Santo.E aquele a quem ela dá à luz é o Salvador — esse é o significado do seu nome. YeshuaDeus salva. Assim também é conosco: para acolher verdadeiramente Jesus, devemos, como José, acolher a esposa. Acolher a esposa é, antes de tudo, acolher a Virgem Maria, acolhê-la como a mãe que nos foi dada, acolhê-la como aquela que se deixou moldar inteiramente pelo Senhor. Recordamos a sua resposta ao anjo na Anunciação: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Acolhendo aquele que experimentará o que poderia ser chamado de martírio da fé. Maria, a puríssima, sofreu toda a sua vida, vendo o pecado em ação ao seu redor, vendo corações feridos pelo pecado. Maria sofreu por não compreender o que Jesus fazia. Temos um testemunho disso quando Jesus permaneceu no Templo aos doze anos, mas temos um testemunho ainda maior quando as palavras da Anunciação parecem ter sido rasgadas aos pés da Cruz; elas perdem todo o sentido. 

E ao longo de sua vida, Maria, que segue Jesus, não compreende tudo: esse é o sofrimento da fé. E Maria nos ensina a perseverar nesse sofrimento.

Mas acolher Maria em sua casa, acolher a noiva em sua casa, é também acolher a Igreja em sua casa. Sem a Igreja, você não tem Jesus. 

Talvez você esteja pensando: mas quando eu oro, não preciso da Igreja, tenho contato direto com Jesus. — Sim, mas como você conhece Jesus? 

— Vou levar os Evangelhos… — Quem te deu os Evangelhos? 

— Sim, mas desde o meu batismo… — Quem te batizou? 

Sem a Igreja, não temos Jesus. 

É ela quem nos revela o Salvador. É ela quem nos dá as Sagradas Escrituras. É ela quem celebra os sacramentos recebidos do Senhor. É ela quem traz Jesus ao mundo. E cada um de nós, os batizados, participa desse nascimento. Quem é minha mãe, quem são meus irmãos? Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam. que o pôs em prática" (Lc 8:18-21) — e o verbo grego é verdadeiramente o verbo faire Praticar a palavra de Deus. 

Se eu buscar praticar a palavra de Deus, eu me torno a mãe de Cristo, eu dou à luz a Cristo. "Leve a noiva para casa para receber o salvador." Foi isso que José, o homem justo, fez… e é isso que nós também devemos fazer ao nos prepararmos para celebrar o Natal. Preparamo-nos para receber o Salvador novamente. 

Ano após ano, o ciclo litúrgico nos conduz a uma compreensão mais profunda do mistério de Cristo. Não se trata de um ciclo interminável de repetição, mas sim de um processo contínuo de aprofundamento. A cada ano, somos convidados a acolher o Salvador de forma mais plena em nossas vidas. Como nos prepararemos? Como organizaremos a Festa da Natividade, em 25 de dezembro, de modo que haja tempo em nosso dia para a oração, tempo para contemplar o mistério do Natal, que sem dúvida buscamos evocar em nossos lares com os presépios? Mas não basta ter um presépio sobre um móvel em casa ou aos pés da árvore; deve haver também um presépio dentro de nós, para que Maria possa, mais uma vez, colocar o Salvador em nosso interior.

Peçamos a São José que nos ajude a construir este presépio interior para acolher Maria e para que Maria coloque Cristo dentro de nós. Dediquemos tempo a preparar o nosso Natal para que seja um verdadeiro momento de oração e intimidade com Jesus. 

Seria uma grande pena chegar à véspera de Natal e perceber que vivemos muitas coisas, mas que o Senhor esteve ausente…

Amen.